27 de setembro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar do Cristiano França.

Conheci ele através da minha mãe. Pode até parecer engraçado e nem um pouco romântico, mas é sim, até o fim da história tu vai ver que é romance pra filme premiado a Oscar. Minha mãe que ia na nossa igreja já tinha visto ele algumas vezes e um belo dia disse para mim: "Ele vai ser o cara com quem tu vai casar!". Eu ria, obviamente.
Confesso que quando via ele cantar (com uma essência e algo de Deus que só ele tem) me dava uma vontade gigante de conhecer esse Deus pra quem ele, e todos os outros no culto cantavam. Não foi amor a primeira vista, mas despertou um sentimento que nunca senti por nada nem ninguém.
Passamos algumas noites no Orkut, MSN, inclusive em uma peguei no sono e deixei ele falando sozinho (queria morrer no outro dia). Depois migramos pro Facebook e hoje usamos muito o whats.
Começamos a orar quando eu tinha 19 e ele 20, mas parecia que a vida começava ali, foi algo muito novo pra mim, tinha conhecido Jesus naquele ano, e no mesmo ano Deus já me presenteou com esse diamante raro. Vimos muitas series, ele me apresentou Smallville e eu apresentei Grey's Anatomy pra ele, fizemos muitas receitas, e mesmo quando eu queimava, esquecia de por sal, ou colocava sal demais, ele elogiava: "nossa nunca comi um risoto tão maravilhoso!".
Marcamos casamento, sem ter casa, carro, ou calcular se o dinheiro pagaria a festa. Como dizíamos pra minha mãe: "Deus proverá!". Hoje vejo que loucura fizemos.
Já cantamos muitas canções juntos, já fizemos alguns teatros juntos, viajamos por alguns lugares bonitos desse Brasil, e conquistei coisas eternas ao lado dele. Das dez músicas que ele mais gosta, 7 foi eu quem apresentei pra ele. Eu aprendi o que é um chapisco, um embosso e um reboco. Ele aprendeu o que é um vlog, um press kit, uma colab, e outras palavras que no word tá sublinhado em vermelho, por que o word não teve a sorte de nos conhecer.
Nunca terminamos ou pensamos na possibilidade, e quando discutimos é como se o mundo acabasse, temos um combinado entre nós: Nunca dormir de mal um com o outro. Na alegria e na tristeza, na saúde na doença, na irritação e na tpm, nos dias bons e nos dias maus.
Qualquer lugar que eu vá sozinha, não tem uma pessoa que não me pergunte: Cadê ele? E quando tivermos um filho tenho certeza que vai ter todas as qualidades dele, pq ele é uma pessoa que precisa deixar essas qualidades pra posteridade.
Quem sabe um dia tenhamos a graça de contar nossa história em um filme, afinal é esse tipo de amor (que nada separa) que merece ser documentado.


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